sábado, 11 de abril de 2009

FIM DE MAIS UMA TEMPORADA DA PEÇA 38TÃO



HOJE 11/04 É A ÚLTIMA APRESENTAÇÃO DA PEÇA
COMPREI UM TREISOITÃO E FUI BRINCAR COM DEUS
SATYROS 1 SP
ÁS 21H00
NOS VEMOS LÁ

segunda-feira, 6 de abril de 2009

A danay avila é uma teimosa, nunca pensou em desitir de ser atriz, nunca conheci uma pessoa tão apaixonada por teatro como ela. Apanhamos e dançamos juntos. Ouvimos muito a música do "NÃO" por ai. Confesso que um tempo atrás estava desiludido mas seu amor me fez ver o caminho, acreditar, carregar a bateria novamente. Teatro é um celibato, tudo conspira contra, mas com força não tem porta que não abra e "não" que não se transforme em "SIM". No 38tão, peça que estamos em cartaz no Satyros 1 até dia 11/Abril, tive o prazer de poder acompanhar sua transformação como artista/atriz, sua "GEL" personagem que interpreta passa do doce ao contido ao explosivo em segundos. Sua criação para GEL é impar. Solidão pode ser bonito de se ver e ouvir.

novo filme ainda sem titulo

O material se tranformou, tem um ano que trabalho nesse roteiro, ele só aconteceu quando deixei os personagens pensarem por si mesmos. Confesso quase perco a razão, comecei a duvidar da minha capacidade de escritor; tudo porque não via o que estava lá o tempo todo, caralho! A mágica dá escrita as palavras/imagens moldam o vento em aço. A dany sempre ali perto de mim, me inspirando, me enlouquecendo ainda mais com sua perguntas, valeu meu amor.
Feliz agora posso seguir.

" Estamos ficando velhos. O que tinha que acontecer já aconteceu. E a gente perdeu. O trem já passou pra nós." (trecho do roteiro inédido ainda sem titulo)

quinta-feira, 2 de abril de 2009

QUER FAZER PESQUISA CONCORRA A UMA BOLSA DO CNPq

Tudo muda só o FOMENTO que continua o mesmo.Porque eles, os jurados, já não dão de cara o fomento para os mesmos grupos de sempre? Sem precisar abrir edital. Pra que fazer uma pá de gente perder seu tempo? O Fomento a meu entender deveria ser uma primeira ajuda para os grupos de teatro se fortalecerem e só, mas não é assim que a coisa funciona. Se alguém quer fazer pesquisa durante um ano com verba pública recorra ao CNPq, teatro é para ser descoberto no palco, com o público. Trabalho continuado é aquele que com luta chega até os teatros e conseqüentemente se transforma quando se faz, ano após ano entra em cartaz e acontece. Há vários estilos de teatro, teatro narrativo (última moda) farsa, teatro fisico, teatro metafórico,absurdo, grotesco, marginal, realista, naturalista... Então comecem a fazer seu trabalho direito, não há só uma escola (estilo) de teatro.

sábado, 28 de março de 2009

CRITICA/ GAZETA MERCANTIL DA PEÇA 38TÃO

Lá em Londrina (PR) quando eu tinha 15 anos trabalhei de entregar jornal pra Gazeta Mercantil de SP, varava a madrugada em cima de uma bicicleta cargueira, era um garoto magricelo conduzindo uma montanha de jornais na noite fria. Trabalhei entregando jornal durante o inverno de 1985 todo; e no Sul o inverno é foda. Mas a ironia é que a minha primeira critica justamente saiu no jornal que eu entregava. O núcleo da Cia. Desencontrários é formado por mim e pela atriz e também figurinista e produtora Danielli Avila, minha amada. Sempre trabalhamos com atores convidados, nessa impreitada não poderia de deixar de agradecer ao amigo e ator Nelson Peres por acreditar no projeto e contribuir com sua sensibilidade e talento. E também agradeço ao Ivam Cabral e ao Rodolfo Garcia Vasquéz da companhia dos Satyros por mais essa oportunidade. Hoje teremos o ator Taiguara Chagas substituindo o ator Fabio Arruda no elenco fazendo o personagem do Urso. Segue ai embaixo a matéria com a critica escrita pelo jornalista Juan Velásquez da Gazeta Mercantil:

Brincando de poesia e cinema no palco

São Paulo, 27 de Março de 2009 -

Quando uma trupe de teatro se junta, um dos primeiros obstáculos para uma boa montagem é vencer o desafio de encontrar o que se quer dizer. Uma vez equacionada a questão é preciso encontrar como se quer dizer. Daí se recorre a grandes dramaturgos, universais, nos quais geralmente é preciso fazer pequenos acertos na obra para adaptar o texto ao nosso tempo, ao nosso olhar, ao nosso presente. Neste momento alguns grupos decidem tomar um caminho mais firme: escrever seu próprio texto e ter liberdade e propriedade total do que estão dizendo.
Isso acaba desembocando em tentar sua própria forma de encenação e abre caminho para uma agradável busca de influências que não necessariamente vêm somente do teatro, mas da poesia, do cinema, artes plásticas, enfim.
Hoje, quando falamos de um déficit de bons e novos textos no Brasil, há grupos e pessoas que caminham no sentido oposto desta crise. É o caso da Cia. Desencontrários. A companhia está agora em cartaz com o texto "Comprei um Treisoitão e Fui Brincar com Deus", no Espaço Satyros. O ator, diretor, cineasta e dramaturgo Joeli Pimentel começou em Londrina (PR), onde, aos 17 anos, buscou suas primeiras influências no cineasta e multiartista alemão Werner Fassbinder. O alemão teve uma produção artística prodigiosa em qualidade, acentuada em solidão, desespero, angústia e busca pela própria identidade. Pimentel buscava falar do ser humano de forma crua, com conflitos internos e com liberdade para falar palavrões, por exemplo. Fassbinder "mostrou" a ele que era possível.
Já o escritor e poeta curitibano Paulo Leminski deu a Joeli a porta para escrever de forma breve, frases curtas, ideias profundas, ao modo de um haikai. O movimento beatnik - a contracultura - e sua vontade de mostrar a realidade sem ilusões ou distrações também foi influência escolhida pelo jovem dramaturgo paranaense. É importante lembrar que Pimentel não buscou este caminho isolado.
Ele faz parte de uma onda de artistas, como outros que saíram do grupo Cemitério de Automóveis apenas para dar exemplo, que batalham - fora da verba pública - e que buscam seus próprios caminhos; de forma marginal e usando como arma a intelectualidade e a interdisciplinaridade de atuação.
Pimentel é um dramaturgo que tomou uma opção: de beber no cinema, na literatura e na filosofia para desembocar numa linguagem suja com toques de humanidade. Tomar opções é caminho compulsório não apenas a dramaturgos; mas também de atores para crescer na interpretação.
Mas, vamos à peça. "Comprei um Treisoitão..." começa assim: é honesta. Os atores estão lá. Os sentimentos também estão presentes. Ponto a favor. Samuca (Pimentel) é um presidiário que acaba de sair da cadeia e quer realizar três desejos: mijar sem se esconder, fumar um baseado muito grande sozinho e passar três dias com o sexo de mulher de verdade. Não realiza nenhum. Não se comunica com ninguém. Não aprendeu a fazer isso. Mas não é ignorante.
Raciocina de forma mediana. Lida com a frustração da forma como todos nós, todos os dias: vai esquecendo dos sonhos diários que se mostram inviáveis e cria outros ao mesmo tempo. Vai remendando pequenos sonhos.
Ao seu redor estão ramificações de sua personalidade: Gel (Danielli Avila), um amor platônico; Pepe (Nelson Peres), um trabalhador que na verdade raramente trabalha e tem dinheiro; e Urso (Fábio Arruda), que está numa overdose constante. Todos viciados.
Os atores estão acordados, ouvem e falam com propriedade e os palavrões não são o forte do texto: reflexo da propriedade de criação da peça. Estão todos num ambiente de solidão; típicos de quem já passou noites nas "vagas" de dormitórios do centro da cidade, tendo nas camas ao lado imigrantes/fugitivos ou "homens sombra".
A peça tem seu ápice no momento em que Samuca, do alto de um prédio, de posse de um revolver calibre 38, olha sua solidão e questiona Deus. A imagem é bem conduzida e leve. Como um haikai que transforma numa metáfora todo o texto.
Há experimentos interessantes na cenografia, criada quase apenas de lixo de caçambas da cidade. A cama não se equilibra nunca. Naturalmente seus apoios foram feitos para escorregar. A luz é concebida de baixo para cima trazendo efeitos interessantes à montagem.
"Comprei um Treisoitão...", primeiro texto de Pimentel, foi premiado pelo concurso Nacional de Nova Dramaturgia Brasileira no Rio de Janeiro em 2002. O curador do prêmio, Roberto Alvim, hoje à frente do Club Noir, com Juliana Galdino, interessou-se por montar a peça. Na época, o texto premiado foi dirigido por Mário Bortoloto no Teatro Carlos Gomes, no centro da capital fluminense. Somente agora Pimentel conseguiu fazer sua própria direção, entremeando a produção teatral à produção de curtas-metragens, com intuito de arredondar idéias de seu próprio texto.
Independente de outros julgamentos da qualidade desta obra (e haverá vários, todos pertinentes também), este grupo, assim como outros que merecem luz , traz a você uma pesquisa e paixões de uma vida inteira. E está apenas no princípio. Faz um teatro "com história", com substância. Então, sinta-se à vontade para sair de casa, aguentar o trânsito, estacionamento, etc, para ver este espetáculo. Vale a pena.

(Gazeta Mercantil/Fim de Semana - Pág. 7)(Juan Velásquez - Ator e jornalista Comprei um Treisoitão e fui brincar com Deus Espaço dos Satyros 1, Praça Roosevelt, 214. Sábado, 21h. R$ 20. Até 11 de abril. )

sábado, 14 de março de 2009

TEATRO! TEATRO! TEATRO!


E HOJE TEM 38tão no Satyros 1
quem vai estar pilotando a operação técnica é a Manú
nos vemos lá as 21H00 - pça roosevelt - centro - consolação - são paulo

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Reestréia da peça: Comprei um treisoitão e fui brincar com Deus no Espaço dos Satyros 1



Com: danielli avila, nelson peres,
fabio arruda e joeli pimentel

SÁBADOS: 21H00 ESTRÉIA DIA 07/03 ATÉ 11/04/2009

SATYROS 1

PÇA FRANKLIN ROOSEVELT 214 - CENTRO - SP

CARACA!!! Voltaremos com o 38tão, achava que esse ano não seria possível, mas vai rolar; quem não viu aproveite para ver, cada vez que um grupo, Cia, enfim alguém consegue por uma peça em cartaz é uma grande vitória da arte. VIVA O TEATRO!